terça-feira, 7 de abril de 2009

Documentário Práticas Pedagógicas: a diversidade cultural na sala de aula

A Coordenadoria Regional da Liberdade, sob a coordenação do educadora Jô Bahia, que engloba 30 escolas municipais da região do bairro de mesmo nome da cidade de Salvador, uma das periferias mais populosas da Bahia e do Brasil, acaba de produzir o documentário Práticas Pedagógicas: a diversidade cultural na sala de aula, que estreia dia 30 de abril, com sessões às 16h e às 20h, na Sala Walter da Silveira, que funciona na Biblioteca Central dos Barris. Com Roteiro e Direção do professor da rede Bruno D´Almeida, o vídeo trata da aplicação da Lei Federal 10.639/06 e 11.645/ 08 que estabelece a inclusão da cultura afrodescendente e indígena, respectivamente, no currículo nacional. A entrada é franca.

O documentário coloca o professor como protagonista deste processo, através da realização de atividades planejadas no cotidiano escolar com o intuito de fomentar a cultura afro e indígena nas escolas. Atividades como a da professora Niclécia Gama, da Escola Municipal Abrigo Filhos do Povo, que realizou uma atividade sobre as casas Ndebeles africanas para ensinar língua portuguesa, geometria, geografia e história. Ao todo, doze professores realizam atividades no documentário para seus educandos, mostrando que o ensino da cultura afro não se limita a atividades festivas, que são muito importantes, mas também em todas as áreas de estudo , habilidades e competências do currículo escolar.

É necessário frisar que nenhuma das atividades foi realizada em datas comemorativas ou feitas exclusivamente para o vídeo. Tudo foi feito no decorrer do ano letivo enquanto planejamento pedagógico dos professores e da escola e recuperado para a produção audiovisual. O objetivo do vídeo é revelar práticas pedagógicas dos professores em torno da lei, multiplicando e disseminando seu uso na atividade docente.

A produção do vídeo contou com diversas etapas. Já houve vários cursos de capacitação da SMEC e da CRE Liberdade em torno da Lei 10.639/03 desde que a mesma foi implantada, em 2003. Era hora de verificar como isso impactou no trabalho dos professores e na vida dos educandos e da comunidade. O primeiro passo contou com uma pesquisa de campo, englobando as escolas da região, entrevistando professores e gestores das unidades escolares sobre o conhecimento da lei e suas aplicações em sala de aula.

Elaborou-se então um projeto para a construção do documentário, com roteiro técnico, orientações sobre as locações, onde foi usado o espaço da própria escola, como pátio, salas e bibliotecas, além de dicas para figurino e maquiagem: os professores foram orientados a utilizarem as roupas habituais e maquiagem leve. Foi feito também um calendário de gravações, que culminou na filmagem das atividades em outubro de 2008 em parceria com a Unifacs - Universidade Salvador -, que cedeu equipamentos e pessoal técnico para gravação. Quase 200 educandos participaram das gravações, todos com as devidas autorizações de uso de imagem.

Na fase de pós-produção, foi firmada uma importante parceria com a Dimas, Diretoria de Audiovisual da Funceb/Secult/Governo da Bahia, que cedeu a Sala Walter da Silveira para exibição e ajuda na produção do vídeo no formato de dvd. Além disso, para atividades futuras, a Dimas também colaborará no fomento à participação em atividades de capacitação profissional e na participação no projeto ‘Formação de Público’ da Dimas, que visa o acesso de professores e alunos da rede pública à conteúdos do acervo audiovisual da instituição.

Este é o primeiro documentário do Núcleo de Produção Audiovisual, que funciona atualmente na CRE Liberdade e já se prepara para produzir um novo documentário, intitulado Contadores de histórias, mais uma vez com a participação central de professores e educandos da rede escolar.

12 comentários:

  1. É assim que se faz...

    Parabéns...

    E?

    Beeeeeeeeeeeeeeeeijos

    Verônica

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  2. Parabéns!!
    Amanhã estarei lá para assistir o documentário

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  3. Desejo parabenizar a Jô e o Bruno assim como aos protagonistas deste documentário e pelas práticas que gestaram-no! Também desejo manifestar que quero contribuir com o próximos documentários!

    Ademario Ribeiro - Simões Filho - BA
    ademarioribeiro@hotmail.com
    ademarioaruana@gmail.com

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  4. Ah, como obter um exemplar deste docuimentário?! Desejo espargí-lo nas reuniões de Territórios, Bacias, quilombos, tribos, escolas e afins!!!

    Ademario

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  5. Caro Bruno,
    parabéns por esse trabalho. Que ele possa inspirar a ação de muitos educadores. Sou pesquisadora do Congado mineiro (Comunidade dos Arturos e Irmandade do Jatobá) e coordenadora do Laboratório de Musicologia e Etnomusicologia da Escola de Música da UFMG. Gostaria de saber como podemos adquirir cópia do documentário.

    Glaura Lucas

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  6. SAlve Bruno!!!
    sou de baiano em SP!!!
    Como posso ter uma copia do documentário, precisamos replicar esta iniciativa!!!!
    abs

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  7. Olá professor!
    Sou gaúcha e orientadora educacional, e fiquei bastante curiosa para conhecer mais sobre o trabalho realizado por vocês e relatado no material acima, pois ainda temos muita dificuldade em implantarmos na pratica a lei 10639.Gostaria de saber como ter acesso a este material.
    Obrigada pela atenção.

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  8. Parabéns pelos trabalhos.
    Estamos abertos a mais interatividades com a TV MOQUECA.

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  9. Então,trabalho de valor e importancia extrema para aqueles(as)que versão sobre as questões de
    intolerancia,xenofobia,discriminação,racismo e todas suas formas correlatas.Pois estamos falan do de fatos e situações que o pais trata de forma paliativa.Material como este enriquece as informações e conhecimentos sobre a historia e cultura de povos que de uma forma,ou outra con- tribuiram e ainda contribuem para o desenvolvi- mento do pais. Por isso seria imprencindivel a sua socialização,ou a melhor forma de obter re- ferido conteúdo.

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  10. parabéns são estas experiências que nos fazem verdadeiros guerreiros
    Izilda

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  11. Olá Bruno,
    Gostaria muito de assistir ao documentário! Como faço para ter acesso ao mesmo?
    abs

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